Home » Vida Cristã » Mulheres podem ensinar e pregar nas igrejas?
16 minutos de leitura

Mulheres podem ensinar e pregar nas igrejas?

Antes de tudo, gostaria de dar o devido crédito à escritora que me inspirou a compreender mais este assunto, portanto, indico substancialmente esta leitura: Kathy Louise Keller, esposa do ilustre Timothy Keller, teóloga, assim como o seu amado esposo. Em seu livro “Mulheres no ministério: Jesus, justiça e papéis de gênero”, Kathy aborda questões polêmicas acerca do ministério ativo de mulheres na Igreja, seja em pregações, no ensino, na profecia, etc. Para uma melhor compreensão do assunto, continue lendo, pois este texto será construído de maneira introdutória, a fim de que atinja variados públicos e conhecimentos.

Vamos lá.

De onde surge essa polêmica, e quais são os pontos de vista sobre os textos bíblicos de tal temática?

As duas principais linhas teológicas acerca do papel feminino, seja este conjugal ou ministerial, são as perspectivas complementarista e igualitária. De forma resumida e simplificada, os igualitaristas creem que tanto homens quanto mulheres possuem o mesmo ofício, a mesma ocupação e o mesmo papel a ser desempenhado dentro do casamento e do ministério. Nesta perspectiva, não há uma pessoa que exerça o papel de cabeça, homem e mulher são considerados iguais, possuindo os mesmos papéis e funções na relação, daí o nome igualitarista.

Por outro lado, a linha complementarista compreende que homens e mulheres são iguais apenas em valor e importância, mas que, na prática, possuem papéis distintos e complementares. Isso não significa que o ofício do homem, como cabeça, seja de uma autoridade de segmento vertical, abrindo espaço para tirania e abuso de poder, contudo, dispõe-se de uma autoridade horizontal. Deste modo, o homem é o líder e a mulher é a auxiliadora; ele é a cabeça e ela é o corpo, sendo um inútil sem o outro. Ambos são de igual importância, mas desempenham ofícios distintos, daí o nome complementarismo.

O mau uso da teologia complementarista, unido com a interpretação equivocada de alguns textos bíblicos, os quais, de fato, são difíceis de serem interpretados, abrem interpretações inequívocas sobre o assunto, por isso, precisamos utilizar os princípios da Hermenêutica para lê-los.

O que é Hermenêutica e quais são os seus princípios?

A hermenêutica é a arte de interpretar textos, isto é, conforme explica a Enciclopédia de Filosofia da Universidade de Stanford:

“Hermenêutica é o estudo da interpretação”, ou seja, “em tais contextos, a hermenêutica é por vezes descrita como um estudo auxiliar das artes, métodos e fundamentos de investigação apropriados a um respectivo assunto disciplinar […]”. Por exemplo, na área teológica, a hermenêutica bíblica diz respeito aos princípios gerais para a interpretação adequada da Bíblia. Mais recentemente, a hermenêutica aplicada foi desenvolvida como método de investigação para uma série de disciplinas” (Enciclopédia de Filosofia de Stanford. Disponível em: <https://plato.stanford.edu/entries/hermeneutics/#toc>. Acesso em: 28 de nov. de 2023).

A hermenêutica é, portanto, a arte de fazer uma boa interpretação. Pensando nisso, existem alguns princípios e algumas regras dessa disciplina que precisamos considerar na leitura dos textos bíblicos. Veremos alguns destes a seguir:

Descubra o gênero literário do texto. A Bíblia é um conjunto de 66 livros, possuindo textos de diversos gêneros literários, como novelas, salmos (poemas, canções), narrativas históricas, textos proféticos e apocalípticos, textos proverbiais, parábolas, etc. É importante identificarmos o gênero literário do texto que iremos trabalhar, pois, assim, o processo de interpretação será facilitado quando sanarmos perguntas como: “isso está escrito de forma literal ou figurada?” Normalmente, o texto é muito claro quando ele pede para ser lido de maneira figurada; um clássico exemplo para isso é o livro de Apocalipse. Certamente, João não estava sendo literal ao descrever dragões e cavalos coloridos em sua narrativa. Neste mesmo raciocínio, entendemos literalmente quando os evangelistas descrevem a trajetória de nosso Cristo na terra, desde seu nascimento até sua ascensão.

Leia o capítulo atual, o anterior e o posterior inteiramente. Não se lê texto algum fora de contexto; esse cuidado deve ser ainda mais cauteloso tratando-se da Palavra de Deus. É importante que se tenha em mente o que o autor do livro estava narrando antes e depois do texto analisado, pois assim teremos a compreensão da construção lógica de seus argumentos e de sua explicação. As únicas exceções, novamente, são textos de gêneros literários que pedem para ser lidos de maneira diferente, como os provérbios, por exemplo.

Conheça o contexto histórico, cultural e social do autor do livro. Os profetas e os apóstolos, quando escreveram seus livros e epístolas, possuíam um objetivo para a escritura dos seus textos. A inspiração dos autores bíblicos não ocorreu com eles sentados em uma cadeira, utilizando “caneta e papel” em mãos e escrevendo as Palavras que o Espírito ditava a eles. Por outro lado, houve a necessidade histórica, cultural ou social que ocasionou o estabelecimento da escrita desses autores. Utilizando o exemplo de Paulo, o qual falaremos mais adiante, as suas epístolas foram respostas aos acontecimentos nas Igrejas que ele exercia autoridade. Lucas, ao escrever o Evangelho de Atos, registrou a trajetória de Jesus historicamente e de forma precisa (fez uma grande pesquisa para escrever o Evangelho).

A Bíblia jamais se contradiz. Sendo uma obra do mesmo autor primário, o Espírito Santo – inerrante, perfeito e imutável – a Bíblia carrega uma única mensagem. É inegável que existam passagens que são aparentemente contraditórias, por exemplo, Gênesis 6.6 em contraste a Números 23.19, mas, quando as encontramos, devemos colocar em prática os princípios hermenêuticos aprendidos para entender o que o texto, de fato, está querendo dizer, pois, se há contradição, o erro não está nas Escrituras, mas em sua interpretação.

O texto quer dizer o que o autor quer dizer. Todo autor escreve para ser entendido. Pensando nisso, precisamos considerar que, mesmo que o texto seja difícil de compreender, é totalmente possível de fazê-lo, e esta ideia é ensinada pelo atributo da clareza das Escrituras (pesquise na Teologia Sistemática: “atributos das Escrituras”). Vamos usar Jesus de exemplo para ilustrar a ideia. O que Ele propôs quando disse: “amarás o seu Deus acima de todas as coisas, e ao seu próximo como eu amei vocês”? Ele apenas falou exatamente o que queria. Agora, novamente, há exceções. Os textos que pedem para ser lidos de maneira metafórica e figurada evidenciam esse caráter em si. Veja: “Eu sou a videira e vocês são os ramos”, está óbvio que Jesus não quer dizer literalmente que Ele é uma videira, mas que Ele nos sustenta. Portanto, o texto quer dizer o que o autor do texto quer dizer.

Comentários bíblicos são ótimos auxílios. Comentaristas bíblicos são teólogos e muitos deles também são pastores, obtendo uma gama de conhecimentos e experiências que auxiliam o trabalho de interpretação, a fim de ajudar aqueles que possuem dificuldades de interpretar por si só, tornando acessíveis algumas informações mais incomuns e difíceis de serem encontradas. Por exemplo, John Gill e João Calvino são mestres na arte de exegese bíblica, sendo John Gill especialista em cultura e linguística bíblica. Matthew Henry possui comentários mais práticos e tem um amplo conhecimento em seus escritos de forma mais sucinta e devocional, sem perder seu aspecto acadêmico. Adam Clarke constitui os seus comentários semelhantemente ao dicionário de ensino bíblico, com enfoque oriental, filosófico e clássico.

Uma vez que estão estabelecidas regras e algumas dicas para a interpretação bíblica, então, podemos analisar os textos que são utilizados como argumentos para o impedimento das mulheres nos púlpitos. Segue-se:“Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a Lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja. Acaso a palavra de Deus originou-se entre vocês? São vocês o único povo que ela alcançou? Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor” (1 Coríntios 14.34-37).

João Calvino resumia o trabalho de interpretação bíblica com uma frase: orare et labutare, o que significa, literalmente, “orar e trabalhar”. Essa é a ordem de atitude que um intérprete cristão deve fazer ao ler e estudar as Escrituras. Portanto, espera-se que, a princípio, o leitor faça uma oração, mesmo que rápida, pedindo a iluminação e a ajuda do Espírito Santo.

Após orare, seguimos para o labutare. A primeira ferramenta de trabalho é a identificação do gênero literário; para descobrir isso, é necessário fazermos a seguinte pergunta: qual o gênero literário de 1 Coríntios? Neste caso, é a carta e/ou epístola. Este gênero textual é diversificado, pois pode conter uma linguagem formal ou informal; são dispostos dados, notícias, ensinos, canções, etc. Tudo vai depender do autor que está escrevendo, de seu objetivo, do destinatário que a receberá, entre outros motivos possíveis. Consequentemente, passamos para o próximo passo: o entendimento do contexto histórico, cultural e social de Paulo e dos coríntios, que são os destinatários.  

Paulo escreveu uma carta para os cristãos em Corinto, por volta do ano 55-56 d.C., durante sua viagem missionária. Ele estava em Éfeso na época. A cidade de Corinto era culturalmente diversificada, mas enfrentava desafios como as divisões internas, a problemática da imoralidade sexual e as questões sobre práticas cristãs. Paulo escreveu para orientar e corrigir esses problemas, desenvolvendo o fortalecimento da unidade e a pureza doutrinária na comunidade. A carta aborda questões específicas, relatando abusos na Ceia do Senhor e disputas sobre dons espirituais, enquanto encoraja o crescimento espiritual dos coríntios.

Um processo hermenêutico se conecta ao outro, porque caminhamos, então, para a análise do capítulo atual, anterior e posterior. No capítulo 12, Paulo escreve sobre os dons espirituais da Igreja, seguindo com o capítulo 13, o qual revela que, sem o amor, nada importa; sem o amor, todos os dons mais fascinantes são inúteis para a vida piedosa cristã. Desta maneira, ele finaliza o terceiro capítulo, incentivando a Igreja a permanecer na fé, na esperança e no amor, sendo o amor o maior destes três. No princípio do capítulo 14, Paulo continua o sermão sobre a servidão e o amor aos outros, argumentando que a profecia é um dom que edifica os outros, sendo superior ao dom de línguas que edifica a si. Caminhando sobre esse ensino, Paulo introduz a epígrafe do texto estudado (1 Coríntios 14.34-37), questionando sobre o que fazer para que haja ordem no culto.

Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em uma língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja. Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar. Se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus. Tratando-se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito. Se vier uma revelação a alguém que está sentado, cale-se o primeiro. Pois vocês todos podem profetizar, cada um por sua vez, de forma que todos sejam instruídos e encorajados. O espírito dos profetas está sujeito aos profetas. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz” (1 Coríntios 14.26-33).

Após isso, temos o texto base, e dissemos que é importante também observarmos o que vem depois do texto analisado. Neste caso, Paulo caminha para a conclusão de seu sermão acerca da ordem do culto, pois, no capítulo 15, ele passa a abordar o tema “ressurreição de Cristo”. Ele fecha, portanto, o capítulo 14, enfatizando que deve haver ordem e decência no culto, o que é basicamente o motivo de ele escrever toda essa parte da carta.

FINALMENTE O TEXTO

Relembrando: 

Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a Lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja. Acaso a palavra de Deus originou-se entre vocês? São vocês o único povo que ela alcançou? Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor” (1 Coríntios 14:34-37).

Dizer que é proibido que as mulheres falem na igreja a partir da leitura corrida deste texto, considerando-o como um trecho isolado de verdade absoluta irrefutável, contraria dois princípios hermenêuticos que vimos anteriormente. Em primeiro lugar, a Escritura não contradiz a própria Escritura; em segundo lugar, nenhum texto deve ser lido fora de seu contexto.

Em 1 Coríntios 11, um capítulo bem anterior ao texto analisado, Paulo fala sobre como as mulheres devem se apresentar na Igreja. Um dos versículos desta perícope (parte do texto), fala sobre como as mulheres devem profetizar, observe:

Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada” (1 Coríntios 11.5) — não abordarei sobre a polêmica deste texto por falta de tempo, mas utilizem as ferramentas aprendidas neste blog para interpretá-lo.

Seria contraditório se as mulheres pudessem profetizar em um texto e, logo em seguida, na mesma carta sobre o assunto (ordem no culto), devessem ficar caladas. É necessário, portanto, considerar o contexto e se aprofundar um pouco mais para entender o que ele desejou expor acerca da vergonha ocasionada pelas mulheres que falassem naquela ocasião.

O comentarista Adam Clarke explica:

Que as vossas mulheres se calem nas igrejas – Esta era uma ordenança judaica; não era permitido que as mulheres ensinassem nas congregações ou se questionassem. Os rabinos ensinavam que “uma mulher não deve saber nada além do uso de sua roca”. E os ditos de Rabi Eliezer, conforme entregues (Bammidbar Rabba, sec. 9, fol. 204), são, ao mesmo tempo, dignos de observação e de reprovação:

ישרפו דברי תורה ואל ימסרו לנשים yisrephu dibrey torah veal yimsaru lenashim

“Que se queimem as palavras da lei em vez de serem entregues às mulheres”.

Essa era a condição das mulheres até a era do Evangelho, quando, conforme previsto por Joel, o Espírito de Deus seria derramado sobre homens e mulheres, capacitando-os a profetizar, ou seja, a ensinar. A evidência de que as mulheres profetizavam ou ensinavam reflete-se a partir do que o apóstolo menciona em 1 Coríntios 11.5, em que ele estabelece diretrizes para regular essa parte de seu comportamento durante o ministério na igreja.

Entretanto, o que o apóstolo afirma, neste caso, não contradiz essa declaração, pelo contrário, indica que as palavras em 1 Coríntios 11.3-10 devem ser compreendidas de outra maneira. Pois, neste contexto, é explicitamente declarado que as mulheres deveriam manter silêncio na igreja, sendo-lhes vedado falar. Ambos os trechos parecem perfeitamente compatíveis. Pelo contexto, observamos que o apóstolo se refere a fazer perguntas, o que chamamos de dirigir-se nas assembleias. Embora fosse permitido a qualquer homem objetar, debater, tentar refutar, etc. na sinagoga, tal liberdade não era concedida às mulheres. Paulo reafirma esse fato na relação com a Igreja cristã, ordenando que as mulheres permanecessem em silêncio e, se desejassem aprender algo, que pudessem questionar os seus maridos em casa. Considerava-se decoroso que as mulheres debatessem com os homens em assembleias públicas sobre questões de doutrina, casos de consciência, etc.

No entanto, isso, de modo algum, insinua que, quando uma mulher recebe uma influência específica de Deus para capacitá-la a ensinar, não deva obedecer tal comando. Pelo contrário, ela deve seguir o conselho. Sendo assim, o apóstolo estabelece instruções em 1 Coríntios 11.1-16 para regular sua aparência pessoal quando engajada nesse ministério. O que o apóstolo está opondo aqui é apenas o questionamento, a crítica, a disputa, etc., na Igreja cristã, algo permitido aos homens judeus em suas sinagogas. Ele destaca especialmente atos de desobediência e arrogância, dos quais nenhuma mulher sob a influência do Espírito de Deus seria culpada.

Concluindo:

Adam foi suficientemente claro na explicação hermenêutica e exegética do texto; isto é, ele explicou muito bem como o texto deve ser interpretado, utilizando a linguagem e a cultura judaica para isso. Paulo quis dizer o que ele disse: a mulher não deveria interromper a pregação com questionamentos, mas deveria, se houvesse dúvidas, colocações ou críticas, questionar o marido em casa. 

Não resta dúvidas, portanto, que Paulo não estava proibindo a atividade de ensino das mulheres nos cultos e nas igrejas; ele apenas estava regulando a forma em que isso deveria ser feito, exortando para que as mulheres não debatessem e discutissem com os homens, porque os conflitos e a desordem eram impróprios para o culto ao Senhor. Isso condiz, inclusive, com o amor expressado pelo apóstolo em 1 Coríntios 13, pois, ainda que as mulheres tivessem todo conhecimento do mundo, sem amor não valeriam nada. Portanto, ainda que possuíssemos toda retórica e oratória do mundo, se não tivéssemos amor pelos nossos irmãos e pela Palavra de Deus, todo discurso seria como palavras lançadas ao vento. 

Por fim, o anseio e a vocação para o ministério da Palavra e o ministério de ensino não são suficientes para o desempenho do chamado. É de responsabilidade da educadora e/ou da pregadora transmitir as ideias das Escrituras; não as suas palavras, mas a Palavra de Deus. Portanto, se há em ti um desejo de servir ao reino neste ofício, estude. Deixo a vocês as palavras do meu professor de Teologia nas disciplinas de hebraico e Antigo Testamento: “Quer ensinar? Estude!”.

INDICAÇÕES DE LIVROS:

– Mulheres na Pregação: Pregando Com Poder | John Gill | Abraham Kuyper | Alexander Whyte.

https://www.livrariasfamiliacrista.com.br/mulheres-na-pregac-o-editora-penkal.html

– Box Teologia Sistemática | Vol. 1 e 2 | Herman Bavinck

https://www.livrariasfamiliacrista.com.br/box-teologia-sistematica-vol-1-e-2-herman-bavinck.html

– Teologia da Salvação | Charles Spurgeon

https://www.livrariasfamiliacrista.com.br/teologia-da-salvac-o-charles-spurgeon.html

– Kit Comentários Bíblicos John Gill | Mateus | Marcos | Lucas | João

https://www.livrariasfamiliacrista.com.br/kit-comentarios-biblicos-john-gill-mateus-marcos-lucas-jo-o.html

– Box 5 livros Pentateuco Bilíngue | Estudo da Torá

https://www.livrariasfamiliacrista.com.br/box-5-livros-pentateuco-bilingue-estudo-da-tora.html

Escrito por: Isabelle dos Santos Alves.

Revisado por: Bárbara Ondei.

5/5 - Total de Avaliações: 1
Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
0
Would love your thoughts, please comment.x