Setembro amarelo: falar sobre os gatilhos que levam ao suicídio pode ajudar

setembro amarelo

Eleito como o mês de prevenção ao suicídio, setembro lança luz a um tema muitas vezes difícil de ser tratado no dia a dia. Como nem sempre os sinais são claros, falar sobre ele e outros temas correlacionados é uma das alternativas sugeridas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para minimizarmos os danos causados por doenças como a depressão, por exemplo, apontada como principal gatilho nos casos de suicídio.

A OMS considera a depressão o mal do século. Atualmente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão e ela é considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo, sendo que anualmente mais de 800 mil morrem por suicídio em decorrência da doença. Estima-se que no Brasil são 12 milhões de pessoas em depressão, cerca de uma a cada 17 pessoas, aproximadamente.

A campanha

O movimento “setembro amarelo” foi criado no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio.

Para isso usam a cor amarelo em todas as ações como forma de iluminar e chamar a atenção para o problema. Desde que foi criada tem adesão de várias entidades e setores da sociedade, que também promovem essas ações.

Como lidar com o problema

Acolher sem criticar, conversar sem julgar, compreender os sentimentos daqueles que passam por momentos de tristeza, ansiedade, medo ou sensação de solidão fazem parte da filosofia do CVV, mas todos podem incorporar essas atitudes no seu cotidiano. Com um amigo, um colega de trabalho, um familiar… com quem esteja precisando ser profundamente escutado.

Outros tipos de apoio sugeridos pelo CVV

Além de falar sobre o assunto, os especialistas do CVV também orientam outras atitudes, acessíveis a todos. Veja:

Ouvir: conversar com seu ente querido e ser empático e respeitoso com as aflições e os incômodos dele.

Atividades: praticar exercícios que distraiam a mente e tirem o foco das questões negativas da vida.

Afeto: demonstrar carinho, principalmente àquelas pessoas que passam por um quadro depressivo pode ajudar.

Além dessas, outra fonte de apoio de extrema relevância é a informação. Ler sobre o assunto também pode ajudar – e muito – a identificar os sinais.

Informação e livros que falam sobre o tema

diversos livros no mercado que falam não só sobre as dores mentais, mas também sobre as dores da alma. Entre eles Depressão e graça, do autor e conferencista Wilson Porte Júnior. De maneira simples, ele fala sobre depressão e relata a experiência de pessoas que vivenciaram esse sofrimento em encontraram a graça de Deus para restaurá-las.

A obra apresenta uma visão bíblica, equilibrada e realista dos cuidados com a depressão. O autor considera a importância do cuidado com o corpo sem deixar de lado a necessidade de se manter uma vida centrada em Deus e em sua Palavra. 

Outro livro que também trata, com base bíblica, problemas que podem levar a um quadro depressivo é Você vai sair dessa, de Max Lucado. Nele, Lucado destaca que, independente das lutas e dificuldades da vida, nunca estamos sozinhos. Deus tem um plano de vitória e oferece seu poder regenerador para confortar e consolar todo aquele que Nele crer.

 

CVV e grupos de apoio para casos mais delicados

Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

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