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Descubra a Plenitude em Deus

Nesta leitura, entraremos em uma jornada de aconselhamentos bíblicos para a superação do desânimo profundo. Este texto é baseado em Salmos 73, escrito pelo salmista Asafe e, também, em um sermão de Jonathan Edwards sobre a suficiência em Deus. Portanto, se você se encontra na situação de desânimo intenso, faça uma oração, se apegue no Espírito, abra sua mente e respire fundo para embarcarmos na trajetória de encontrar o descanso e a suficiência em Deus.

No Refúgio do Divino Santuário

Asafe, em sua contemplação profunda, desvenda que o segredo de sua verdadeira porção é Deus. Em meio às artimanhas sedutoras do mundo, ele ergue um estandarte de fé, proclamando que, mesmo diante das tentações mais ardilosas, a sua verdadeira riqueza reside na presença divina. Ao meditar sobre o trágico destino dos ímpios e a bênção reservada aos santos, Asafe chega à conclusão de que a companhia de Deus é incomparável.

Os justos, apesar das tribulações que enfrentam neste plano terreno, encontram em Deus uma porção que transcende qualquer prosperidade material. Asafe, em sua sabedoria, expressa de maneira poética e profunda: “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra, não há quem eu deseje além de ti”. Essas palavras ecoam como um hino de devoção, revelando a singularidade da comunhão com o divino.

No santuário do coração de Asafe, Deus se revela como a fonte suprema de consolo e alegria. Mesmo diante das tentações e das aflições, a presença do Criador é a âncora que sustenta a alma do salmista. A compreensão de que nada neste mundo se compara ao tesouro celestial e ao relacionamento íntimo com o Divino permeia cada palavra desses versos inspiradores.

Sendo assim, Asafe nos convida a refletir sobre o lugar em que colocamos nossa verdadeira confiança e desejo. Enquanto as riquezas terrenas podem desaparecer como sombras fugazes, a presença de Deus permanece como o refúgio seguro no santuário da vida. Desta forma, que possamos, como Asafe, reconhecer a singularidade da companhia divina e encontrar nela a nossa verdadeira porção, tanto nos céus quanto na terra.

Escolhendo Deus em Todas as Circunstâncias

A verdadeira essência de um homem piedoso se revela na sua decisão firme de preferir ao Senhor em todas as áreas da vida. Essa preferência transcende as circunstâncias e é tão intrínseca que, se lhe fosse concedida a escolha, ele optaria pela presença divina mesmo em meio à simplicidade, em detrimento de uma vida próspera desprovida de Deus. Assim como um viajante nutre um amor inabalável por sua terra natal, o piedoso anseia pelo céu, onde Deus reside em toda a Sua glória.

Essa preferência não é meramente uma escolha momentânea, mas uma disposição constante do coração. O homem piedoso reconhece que a verdadeira riqueza está na presença de Deus, e sua busca incessante por essa comunhão evidencia a sua fé arraigada. Mesmo diante das ofertas sedutoras de uma vida próspera, ele mantém sua devoção ao divino, consciente de que a presença de Deus é o tesouro supremo.

O piedoso, em sua jornada terrena, carrega consigo a certeza de que, independentemente das circunstâncias, a presença divina é a morada permanente de sua alma. Essa preferência não é apenas uma escolha sensata, mas um anseio profundo que transcende as limitações do mundo material. Como o viajante que anseia pelo retorno à sua terra natal, o homem piedoso anseia pelo reencontro eterno no céu, onde a glória de Deus resplandece em sua plenitude.

Portanto, a preferência por Deus em todas as circunstâncias não apenas define a essência do homem piedoso, mas também molda seu destino eterno. Nessa escolha consciente, ele encontra não apenas consolo nas adversidades, mas uma alegria indizível que provém da comunhão constante com o divino.

A Essência da Preferência Divina

O autêntico filho de Deus não apenas coloca o Senhor acima de tudo no céu, mas também atribui um valor inestimável a essa preferência em todas as dimensões da vida. Sua afeição pelo divino é equiparável à saudade que uma criança nutre por sua casa. A razão fundamental que impulsiona essa preferência é a presença de Deus e a promessa de deleitar-se n’Ele de maneira perfeita.

Ao escolher a Deus como a prioridade máxima, o verdadeiro filho de Deus manifesta uma inclinação do coração que transcende as circunstâncias terrenas. Essa preferência não é meramente um ato isolado, mas uma postura constante que permeia todas as esferas da existência. Tal como a saudade que acalenta o coração da criança longe de casa, a preferência divina é alimentada pelo anseio à presença celestial, pois a alma encontra sua verdadeira morada.

A singularidade dessa escolha reside na consciência do filho de Deus de que a verdadeira plenitude é encontrada na comunhão com o divino. Essa preferência não é motivada apenas pela busca de benefícios momentâneos, mas pela compreensão profunda de que em Deus reside a fonte de alegria eterna e completa. A promessa de desfrutar a Deus perfeitamente é o alicerce que sustenta essa preferência, guiando o coração do fiel em direção à verdadeira casa espiritual.

Assim como a criança anseia pelo retorno à sua morada, o filho de Deus anseia pela consumação dessa preferência nos céus, em que a presença divina se revela em toda a Sua glória. Nessa busca constante pela plenitude em Deus, a natureza da preferência divina é revelada como a expressão mais profunda do amor e da devoção filial.

A Busca Interior: Encontrando Deus em Todas as Coisas

O epicentro do coração crente está firmemente fixado no céu, pois é lá que Deus, a fonte inesgotável de inspiração, escolhe residir. A motivação fundamental por trás dessa orientação é a presença gloriosa de Deus nos céus, oferecendo ao crente a oportunidade de adorá-Lo, servi-Lo e desfrutá-Lo. Esse anseio vai além de todas as ofertas efêmeras da terra, revelando uma busca incansável pela comunhão com o Altíssimo.

O coração do crente, como uma bússola apontando para o norte celestial, encontra seu verdadeiro destino na presença de Deus. Essa escolha deliberada de fixar o olhar no divino é impulsionada pela compreensão de que Deus é a fonte suprema de ânimo, sabedoria e alegria. Em meio às vicissitudes da vida terrena, o crente encontra consolo na certeza de que sua verdadeira morada está nos céus, onde a presença divina brilha em toda a Sua glória.

A razão subjacente a essa inclinação é mais do que uma simples preferência, sendo uma busca profunda pela comunhão com o Criador. O crente, consciente de que as ofertas terrenas são temporárias e, muitas vezes, ilusórias, dirige sua busca para algo eterno e imutável. A adoração, o serviço e o deleite em Deus tornam-se os pilares dessa jornada interior, a qual transcende as limitações do tempo e do espaço.

Sendo assim, a procura incessante pela presença divina nos céus não é apenas uma aspiração espiritual, mas também um guia para as escolhas diárias do crente. Essa jornada interior é uma expressão vívida do anseio humano por algo além do tangível, algo que só pode ser plenamente encontrado na comunhão eterna com o Altíssimo.

A Incomparável Estima por Deus

A predileção por Deus transcende as efêmeras bênçãos temporais e os fugazes prazeres sensuais que o mundo pode oferecer. O verdadeiro santo escolhe Deus acima de qualquer coisa concebível no céu, atribuindo um valor incomparável à promessa de estar com Cristo e desfrutar eternamente de Sua presença. Nenhuma dádiva terrena pode preencher o vazio deixado pela ausência de Deus, e o coração do piedoso reconhece essa verdade fundamental.

A preferência pelo divino não é um mero desvio das atrações passageiras do mundo, mas uma escolha consciente e informada. O verdadeiro santo compreende que, embora o mundo possa oferecer gratificações momentâneas, é somente na presença constante de Deus que se encontra a verdadeira plenitude. As promessas celestiais, muito além das limitações terrenas, tornam-se o objeto supremo do desejo do piedoso.

O valor incomparável atribuído a Deus pelo santo reflete-se na renúncia às tentações terrenas em favor da busca por uma comunhão mais profunda com o divino. A promessa de estar com Cristo e desfrutar eternamente de Sua presença torna-se um farol que orienta cada passo do caminho espiritual. O santo compreende que, na ausência de Deus, mesmo as mais exuberantes alegrias terrenas são efêmeras e insatisfatórias.

Dessa forma, a escolha consciente do santo por Deus revela não apenas uma renúncia ao mundano, mas uma busca incessante pela essência da verdadeira alegria e plenitude. É a consciência aguda de que, no valor incomparável de Deus, reside a única fonte capaz de preencher os anseios mais profundos da alma piedosa.

Conclusão: Descobrindo a Felicidade em Deus

Independentemente das vicissitudes e desafios que um homem piedoso enfrenta, sua felicidade perdura, pois Deus, imutável, permanece como sua porção escolhida. Mesmo diante das perdas temporais, a alegria do piedoso está enraizada na eternidade, pois sua herança permanece segura em Deus. Esse relacionamento íntimo e a preferência por Deus são os marcadores distintivos de um verdadeiro filho de Deus.

A firmeza da felicidade do homem piedoso não se baseia nas circunstâncias passageiras, mas na presença constante do Divino. Enquanto o mundo ao seu redor pode estar em constante mutação, o coração do piedoso encontra estabilidade na imutabilidade de Deus. Essa escolha consciente de fazer de Deus a fonte de sua alegria transcende as flutuações da vida terrena.

Mesmo diante das perdas que podem afligir temporariamente, o piedoso mantém sua visão fixa na eternidade. Sua herança segura em Deus é uma âncora que sustenta sua esperança, proporcionando uma alegria que vai além das limitações do presente. A preferência por Deus não é apenas uma decisão momentânea, mas um estilo de vida que permeia cada aspecto da existência.

Esse relacionamento íntimo com o divino não apenas molda a felicidade do homem piedoso, mas também o define como um verdadeiro filho de Deus. A alegria duradoura, fundamentada na eternidade e enraizada na presença divina, é a recompensa daqueles que escolhem fazer de Deus a sua porção escolhida. Neste sentido, a busca pela felicidade verdadeira encontra seu cumprimento na preferência por Deus, marcando a jornada espiritual do homem piedoso.

Escrito por: Isabelle dos Santos Alves.

Revisado por: Bárbara Ondei.

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