Conheça história do filósofo cristão Santo Agostinho

Conheça a história e a vida de Santo Agostinho

Quando olhamos para a história, encontramos uma rica lista de filósofos cristãos que contribuíram para que o cristianismo se tornasse o que é hoje. Exemplo disso, é Santo Agostinho.

Surgiram ideias e conceitos novos, como os da criação do mundo, do pecado original, da trindade de Deus, do juízo final e da ressurreição dos mortos. As questões teológicas, sobre as relações entre fé e razão, ocuparam as reflexões dos principais pensadores da filosofia cristã.

Atualmente, encontramos variados livros de filosofia e fé cristã que nos ajudam a entender sobre a influência desse meio para o cristianismo. Santo Agostinho foi um filósofo relevante para a fé e a crença que firmamos hoje.

Que tal conhecer mais sobre ele?

Quem é Santo Agostinho

Aurelius Augustinus, conhecido como Santo Agostinho, foi considerado o maior filósofo e teólogo do cristianismo desde Aristóteles. Além da sua influência como escritor e bispo.

Nascido no final do ano de 354, próximo a Hipona, presenciou os acontecidos históricos da época, como o fim da antiguidade clássica e o rompimento do império romano com a invasão dos bárbaros.

Em uma fase da vida, Agostinho era maniqueísta, ou seja, acreditava que o mundo era governado pelas “forças” do bem e do mal, tendo como base a concepção platônica.

Em 383, Agostinho se mudou para Roma. Nesse momento, ele se afastou do maniqueísmo e se aproximou do Neoplatonismo. Porém, logo teve uma crise espiritual e começou a viver como um romano pagão.

Sua conversão veio graças a um discurso de Santo Ambrósio, bispo de Milão, o mesmo que o batizou e teve grande influência em suas escritas. A partir daí, o filósofo abandonou seus confortos pecaminosos e se voltou para servir a Deus.

Agostinho e suas influências na filosofia e no cristianismo

Agostinho foi um dos responsáveis pelo pensamento cristão medieval e a filosofia patrística, que consiste na elaboração de uma doutrina sobre verdades do cristianismo para defender a fé contra ataques de pessoas que contrariavam essa veracidade.

Santo Agostinho é visto como parte importante para o cristianismo ocidental. Suas obras são tidas como patrimônio universal, e até os que não são cristãos o enxergam como um grande filósofo por seus discursos e valor literário.

O cristão é considerado santo para a Igreja Católica e Anglicana e, para os evangélicos, é uma referência nos estudos sobre o cristianismo e história eclesiástica.

Aliás, o pensamento de Agostinho influenciou fortemente a Reforma Protestante! Martinho Lutero olhava para as ideias de Agostinho no desenvolvimento das 95 teses.

João Calvino não foi diferente! Os pensamentos de Calvino vieram do bispo, que era citado várias vezes em seus escritos.

E suas obras não são relevantes apenas para a igreja! Os discursos filosóficos que fez influíram e ainda influem na filosofia moral e política.

Agostinho e suas doutrinas

Agostinho falava que a filosofia, mesmo vendo-a como pagã, era o meio para entender a Verdade Absoluta. Dizia que sem o intelecto o homem não tem capacidade de compreender as escrituras.

O mais legal é que em seus discursos a razão não conseguia andar sozinha. O teólogo acreditava que, para entender realmente essas escrituras, o ser humano precisa da fé e do auxílio de Deus.

A fé precede a razão, essa é uma das ideias principais de Santo Agostinho, que tinha plena convicção que, sem a intervenção de Deus, nós não compreenderíamos o divino.

O interessante é que a tese vem da doutrina da reminiscência de Platão, como a maioria de suas conclusões, que afirmava que em nossa alma estão todas as nossas opiniões. Mas, para que elas possam sair, um filósofo precisa despertá-las.

Em seu livro “As confissões de Santo Agostinho” – vista como o primeiro livro com modelo biográfico da humanidade – Ele é considerado o gêneses de suas doutrinas.

Vale a pena destacarmos algumas:

– Pecado Original

A ideia que norteia o pensamento “agostiano” é a crença sobre o conceito de “pecado original”, que leva o ensinamento de que nascemos pecadores.

Por toda a humanidade ser corrompida pelo pecado, ela não consegue chegar até Deus. Por isso precisamos da graça, que é o caminho Dele se achegar a nós!

– Igreja como cidade espiritual

O filósofo tratava a igreja como cidade espiritual de Deus, diferente da cidade material dos homens.

– O que é o mal

O conceito do mal para Agostinho é que ele não é nada mais do que a ausência do bem e a falta de Deus.

Ou seja, o mal não foi criado e não é físico. É o “não ser”!

– Conceito de Trindade

A noção de trindade de Agostinho é justamente a que temos atualmente, com forte convicção no ocidente.

A crença de que Pai, Filho e Espírito Santo são um, vistos como seres distintos e co-existenciais.

– Teologia Sacramental

Agostinho defende o sacramento como subjetivo, alegando que o ministro age na pessoa de Cristo. Ele entende que o sacramento contém e confere a graça.

 Agostinho e suas obras

Entre tantas obras escritas, ainda hoje elas circulam por aí e são reeditadas para a atualidade.

Veja algumas das principais:

Confissões (397 d.C): A obra Confissões é, na verdade, sua autobiografia. Pioneira nesse modelo de escrita, como mencionamos, carrega a sua trajetória inteira e os princípios de seus pensamentos.

Da Trindade (400 – 416 d.C): Essa possui 15 volumes, em que Agostinho se dedica a falar sobre a divindade nas pessoas.

Da cidade de Deus (413 – 426 d.C): É a obra que discorre sobre a cidade terrestre como uma imitação da cidade de Deus.

Além de João Calvino e Lutero, Santo Agostinho também influenciou outros filósofos renomados, como Tomás de Aquino (1225-1274), que vamos deixar para falar um pouco mais em um próximo post.

E aí, gostou de conhecer um pouco sobre um dos “pais” do cristianismo? Confira também a nossa postagem acerca da história de João Calvino, protestante que teve grande influência no meio cristão.

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