5 livros que você deve ler na sua jornada Cristã de John Stott

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Inglês, nascido em 1921, filho de pai agnóstico e mãe luterana, John Stott se converteu com 17 anos em uma pregação de seu colégio, onde o texto de Apocalipse 3.20 teve grande impacto em sua vida.

Stott estudou teologia em Cambridge, na Trinity College, fez doutorado em divindade em Lambeth e doutorados honorários nos EUA, Grã-Betanha e Canadá.

Considerado em 2005 uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, o teólogo era visto em seus escritos com uma voz “natural, simpática e cortês”, de acordo com Brooks.

John Stott seguia com a missão de mostrar para as pessoas que o evangelho não era os ensinamentos, mas o próprio Jesus. Ele vivia para compartilhar um contato direto com Cristo.

Com esse propósito firme em seu coração, John escreveu diversos livros com seus pensamentos e conclusões baseadas na bíblia. Esses livros nos levam para mais perto de quem Jesus deve ser para nós e quem devemos ser para Ele e para os outros.

Com tanta relevância do escritor, é impossível não indicar todos os livros já produzidos por ele. Mas escrever sobre cada um aqui não dá, né?

Por isso, separamos uma lista com os 5 livros mais importantes do John Stott pra você ler e ficar ainda mais curioso para conhecer os outros. Confira!

1. Cristianismo Básico

cristianismo básico

Não podíamos deixar de falar sobre uma das obras mais famosas de John, em que ele traz toda a ideia do evangelho e como devemos nos portar perante a Ele.

Cristianismo Básico alcançou a venda de mais de dois bilhões de cópias. O livro responde perguntas básicas relacionadas a Jesus.

Stott sempre apresentou muito bem a pessoa de Jesus, mostrando que o real evangelho era Ele, não seus ensinamentos. Por isso, seu maior interesse nessa obra foi mostrar para os cristãos de berço quem Jesus é verdadeiramente.

Incentivando-os a se aprofundar mais e mais, Stott sana dúvidas frequentes sobre o cristianismo sem ser sistemático, esclarecendo de maneira simples.

O autor aborda os milagres de Jesus, a ressurreição, sua vida, como as pessoas o viam, e várias outras questões em relação a Cristo.

2. O discípulo radical

o discípulo radical

Com um texto totalmente bíblico, de fácil leitura e tocante em cada ideia transmitida, não poderíamos deixar essa obra de fora da nossa lista.

Além da mensagem importantíssima que carrega para todo cristão, o livro O Discípulo Radical foi o último desenvolvido pelo autor, deixando uma mensagem de confronto que te ajuda a conhecer melhor quem você tem sido com Deus.

Logo no começo, John explica suas escolhas de palavras para o título do texto. Traz que o “cristão” tem perdido o significado com o tempo, dá força a palavra discípulo e esclarece o que ela quer dizer para as pessoas.

Ele entende que o discipulado deve ser uma regra na vida de todo cristão, mas que vários fogem dessa tarefa. E os que não fogem, se veem no direito de escolher qual área vai ser submetida a Deus.

Além disso, o escritor também conta sobre o termo “radical”. Levando-nos para a parábola do semeador (Mateus 13.3-23), onde cada semente cai em um solo diferente e o único que cresce e vinga é o que caiu em terra fértil e criou raízes.

Daí a palavra “radical”. Uma parte em Cristo não vale, precisamos nos entregar por completo, criar raízes, para aí sim crescermos Nele.

Stott ainda nos apresenta oito características que são essência do discípulo radical e, muitas vezes, ficam esquecidas ou não são levadas a sério como deveriam.

Vamos citá-las para que você sinta mais vontade de lê-las!

– Inconformismo

Stott traz a ideia de que devemos estar inconformados com o mundo e anunciar o evangelho, mas sem nos contaminarmos com o que há ali.

O autor comenta que o extremismo tem feito parte da vida dos cristãos: ou eles se envolvem totalmente com o mundo, deixando suas características cristãs e se conformando, ou não se envolvem na cultura de pessoas e deixam de pregar Cristo.

John diz claramente que o discípulo deve estar inconformado com o mundo a ponto de pregar e estar ali entre eles, mas sem se misturar, assim como Jesus.

O que nos leva a segunda característica…

 – Semelhança com Cristo

Como a própria palavra mostra, ser discípulo é seguir os passos do mestre e se parecer com ele. Aqui, Stott afirma que devemos ser imitadores de Cristo.

Não se trata de simplesmente ser diferente do mundo, mas sim de buscar ser semelhante a Cristo.

– Maturidade

Questão muito trabalhada pelo apóstolo Paulo em seu tempo, Stott traz que hoje vemos um número exorbitante de membros nas comunidades sem profundidade e crescimento no cristianismo, um cristão mediano, sem raízes.

Em suas palavras, relacionamento maduro com cristo é aquele “no qual o adoramos, confiamos nele, o amamos e lhe obedecemos”

 – Cuidado com a criação

Um ponto pouco discutido que o autor trata é o cuidado com a criação. Ligando com o discípulo maduro, o cristão não só olha para seu relacionamento com Deus, mas o que ele precisa fazer para com Deus e para com o próximo.

O livro destaca o meio ambiente, dado por Deus o dever ao homem de cuidar de toda a natureza criada. Esse cuidado traz ao homem não só maturidade, mas responsabilidade pelo que lhe foi dado.

– Simplicidade

John Stott escreve que uma vida piedosa do discípulo deve se lembrar das pessoas que ainda não conhecem o evangelho. Buscando uma vida sem extravagância, com o foco no outro e em suas necessidades.

Muitos cristãos esquecem da solidariedade com o próximo. Cuidar do outro não é uma característica procurada pelos cristãos.

Será que temos levado esse chamado à simplicidade e ao serviço a sério?

– Equilíbrio

O autor aborda a ideia do discípulo desde o leite em tempo disciplinado, até se tornar um cristão maduro que trabalha com os outros irmãos, servindo obedientemente a Cristo e as autoridades terrenas.

– Dependência

Como discípulo, o objetivo é que a obediência seja exclusiva ao seu mestre. Aqui o autor conta um pouco da sua vida e experiências.

Ele ressalta que toda pessoa depende de outras, enfatizando que, muitas vezes, o orgulho deve ser deixado de lado e que precisamos ser conscientes de nossas limitações para pedir ajuda.

Além do outro, fala também que é necessário sermos dependentes de Deus e demonstrarmos isso claramente em nosso caráter, nos humilhando e deixando de lado a autossuficiência para confiar no Senhor.

– Morte

John diz claramente que em Cristo temos vida, mas que para que isso aconteça de verdade, antes, temos de passar pela morte. Lembrando-nos que mesmo que a morte tenha uma imagem negativa, para os cristãos ela não é ruim.

O escritor nos convida a refletir acerca da ideia de que morremos para viver, sem medo.

3. Crer é também pensar

crer também é pensar

O livro Crer é também pensar é resultado de uma palestra de John Stott, em que ele queria refutar a ideia do anti-intelectualismo cristão, deixando claro em cada palavra que deveria ter equilíbrio entre a reflexão profunda com o ritualismo, o ativismo e a experiência.

Ele destaca o quanto uma pregação com conhecimento colabora com o amadurecimento do cristão, tanto quem ouve quanto quem prega, atingindo a mente e o coração.

Stott aponta o caminho que quem prega precisa seguir, definindo e mostrando, através dos profetas e o próprio Jesus, que o conhecimento profundo da bíblia tem um efeito poderoso, principalmente quando o pregador conhece a realidade de mundo em que está inserido.

Ao decorrer da obra, ele apresenta diferentes conselhos sábios de revelação, conhecimento, discernimento, etc, que valem muito para todo cristão que busca servir a Deus e a igreja com clareza.

Do começo ao fim, é deixado claro que a falta de maturidade dos cristãos e a decadência das igrejas em firmeza em Cristo é a falta de conhecimento da Palavra de Deus, desafiando-nos a correr atrás do prejuízo e enriquecer a nossa mente com o que pode nos acrescentar para o Reino.

4. A cruz de Cristo

a cruz de cristo

Em A Cruz de Cristo, Stott evidencia tudo que se volta para a cruz. Todas as histórias bíblicas, promessas, situações tem como foco Jesus. Além disso, explica fatos relacionados a ela, como o porquê da morte de Cristo, o problema do perdão, o gosto pelo pecado, entre outros.

É tratado, ainda, sobre a força da mensagem da cruz, que ao mesmo tempo que é morte, é ressurreição e ao mesmo tempo que é sofrimento, é a glória de Deus revelada. E o quanto a gente não consegue entender as escolhas de Deus para essa representação.

O autor também fala da contradição do pensamento de Deus, enfatizando que Seus pensamentos não são os nossos. Porque onde vemos inutilidade, Ele vê valor. Nosso ideal de certo e errado e nossa visão de pecado é muito pequena comparado com a grandeza de Cristo.

O valor da cruz é abordado para diferentes pessoas. Enquanto umas a veem com desdém e rejeitam de todas as formas a mensagem, outras enxergam nela esperança e mudança de vida.

Além de trazer a ideia de substituição do senhorio de Deus, por nós mesmos, nos sentindo autossuficientes para cuidar da nossa vida, independentes da paternidade divina e tendo nossa própria justiça, que não passa de trapos.

E Stott continua explicando, com uma linguagem simples e muito bem articulada, sobre todos os pontos que rodeiam a cruz. Como o mal, a auto compreensão e autodoação, a lei que nos foi dada sobre o amor e tantos pontos que nos auxiliam a crescer em caráter cristão.

5. Eu creio na pregação

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O último livro, mas não menos importante, Eu creio na Pregação, traz consigo a importância que a pregação tem para a vida dos cristãos e o quanto ela influencia na nossa caminhada com Deus.

O autor reforça para quem prega a preciosidade de uma boa palavra, com um panorama histórico dos pregadores, desde a época de Jesus, passando entre os apóstolos e pais da igreja, e mostrando que, ainda hoje, a pregação continua impactando vidas.

Stott ressalta que se trata de uma atividade intimamente cristã, por conta de outras religiões trazerem mensagens antigas e tradições. O cristianismo carrega uma boa nova como embaixadora de Cristo para a humanidade.

Ao olhar para a sociedade da época, John Stott descreve as pessoas com enorme desânimo em relação a pregação e ao evangelho.

Por isso, ele ressalva a importância de uma pregação cheia de conhecimento, convicções bem formada e de coração entregue a Deus, pois o que o pregador pensa de Deus influenciará diretamente na pregação feita.

E aí, já escolheu o livro que vai começar a ler? John Stott é, com certeza, um autor renomado que você não pode deixar de conferir. Gostou desse post? Acesse nosso blog e  outros posts sobre livros evangélicos.

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