Influência de Filósofos Cristãos: conheça Immanuel Kant

conheça Immanuel Kant

O filósofo Immanuel Kant (1724-1804) fez um rebuliço em sua época, questionando duas principais ideias que existiam naquele tempo, trazendo um novo conceito sobre o verdadeiro conhecimento. Suas noções foram o princípio de diversos filósofos cristãos.

Kant causou um imenso impacto com seus pontos de vista, assim como outros pensadores, nos fatos, nas artes, na cultura e na teologia, além de causar enormes consequências para o nosso dia a dia em sociedade.

Filósofo Alemão, Immanuel nasceu em Königsberg, na Prússia Oriental, no dia 22 de abril de 1724. Passou sua adolescência em um colégio protestante e foi para a universidade de sua cidade natal, em 1740. Kant fez doutorado em filosofia, lecionou Ciências Naturais e também estudou física e matemática.

Continue a leitura para descobrir mais sobre esse grande influenciador!

Suas influências na filosofia e no cristianismo

Fundador da “Filosofia Crítica”, possui obras que são o ponto de partida para a filosofia alemã moderna, consideradas a pedra angular. Teve seguidores como Fichte, Hegel, Schelling e Schopenhauer e ainda influencia pensadores da atualidade.

Quando falamos sobre o pensamento de Immanuel Kant, devemos entender que ele é reconhecido, principalmente, pela síntese e superação de duas grandes correntes filosóficas da época.

O Racionalismo de Descartes e Leibniz, que tratava sobre a importância da razão como forma de conhecer a realidade, e o Empirismo de David Hume e John Locke, que dava preferência à experiência.

Kant trouxe o Racionalismo Crítico, conhecido também como Criticismo, em que ele reuniu o potencial da razão humana e a relevância da experiência na produção de conhecimento. Falou sobre isso em suas três principais obras: “Crítica da Razão Pura”, “Crítica da Razão Prática” e “Crítica do Juízo”.

Criticismo de Kant

Criticismo e Kant

Esse pensamento filosófico de Kant veio para “resolver” o impasse criado pelo Dogmatismo e Ceticismo. Resumidamente, o Dogmatismo defende a possibilidade de alcançarmos o verdadeiro conhecimento, enquanto o Ceticismo não vê nenhum meio de chegarmos até ele.

Com dois conceitos opostos, cria-se uma questão: é ou não é possível chegarmos ao conhecimento da verdade? Em busca de sanar essa dúvida, Kant apresenta sua teoria.

  • O que é o Criticismo?

O Criticismo vê o processo do conhecimento como a interação entre o sujeito e o mundo objetivo. Para se chegar a algum resultado, o sujeito tem o conteúdo sensível em sua estrutura, que se trata da condição de captação de dados objetivos que se dirigem ao intelecto, sendo, assim, classificados, articulados e pensados.

Para Kant, o sujeito é a peça-chave nessa interação, porque deve vir dele a vontade de aprender sobre o objeto. O processo de conhecimento não é visto apenas do indivíduo, mas pela relação entre ele e o objeto, promovendo uma enorme evolução no processo de aprendizado.

O filósofo explica também que o conhecimento vem de fora (posteriori), somado com algo que já temos (a priori), abordando a razão com 3 ideias reguladoras das ações:

  •  Ideia psicológica (alma);
  •  Ideia cosmológica (do mundo como totalidade);
  •  Ideia teológica (de Deus).

Segundo a Crítica da Razão Pura de Kant, há 3 juízos que sempre possuem a conexão de dois conceitos: sujeito e predicado.

Juízos Analíticos: aqui, o predicado pode existir no sujeito e concluir o conhecimento por pura análise. Ou seja, o predicado explica ou explicita o sujeito.

Um bom exemplo é a frase “Todo triângulo tem três lados”, pois, realmente, podemos dizer que todo triângulo que vemos possui três lados.

Juízos Sintéticos a posteriori: nesse caso, o predicado não está no sujeito, mas se relaciona por uma síntese particular ou empírica, não necessariamente é universal ou importante e serve para a ciência.

Por exemplo: “Aquele triângulo é verde”. Nem todos os triângulos são verdes, apenas aquele que foi visto.

Juízos Sintéticos a priori: como no anterior, o predicado não é retirado do sujeito. Mas, pela experiência, é construído algo novo, permitindo ou antevendo a possibilidade de repetir a experiência (aprioridade), vista como a capacidade formal de construção fenomênica, que permite que os juízos se tornem universais e necessários.

A experiência não é tida como deposição de fenômenos na mente em busca de percepções sequenciais, mas como organização da mente em uma unidade do que é recebido pela intuição. Concordando com Leibniz, que diz que “nada há na mente que não tivesse passado pelos sentidos, exceto a própria mente”.

Kant e o Cristianismo

Kant e o cristianismo

Quando Kant coloca o cristianismo, tanto a ética quanto a moral cristã, de frente com os outros sistemas de ética da antiguidade, ele sempre mostra a doutrina dos evangélicos como vantagem.

O filósofo toma a moral da razão prática do cristianismo como a que ele mais tem afinidade, mesmo tendo traços de estoicismo e epicurismo na ética kantiana.

Kant vê que, por conta dos ensinamentos de Cristo, Ele é o mais qualificado Mestre da pura lei moral, e o cristianismo apresenta um significado enquanto doutrina moral.

Sem dúvidas a religião que Kant usa como referência e objeto de sua meditação o cristianismo.

Ele o considera não apenas uma religião de cultos e ritos que atraem favores para quem a segue, como as diversas religiões que já existiram, mas como a única religião genuinamente moral, dizendo até que se trata de uma religião natural, a qual a essência está na qualidade moral da conduta de seus seguidores.

Que tal ler também sobre o último filósofo, Alvin Plantinga, que comentamos por aqui? Contemporâneo, Alvin é visto como principal filósofo do meio acadêmico atual.

Ele critica o fundacionalismo clássico e defende a racionalidade da fé em Cristo de forma impressionante. Confira nosso post “Alvin Plantinga, o filósofo cristão contemporâneo”.

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